Last Piss Before Death no Força Bruta
63ª Edição do Força Bruta

Atualização
Já está disponível a entrevista com os Last Piss Before Death no site do Força Bruta e no YouTube. Podes escutar a emissão completa no podcast do Força Bruta de 20 de março de 2026.
Na sexta-feira, 20 de março, na edição número 63 do Força Bruta na All Stars Radio, recebemos os Last Piss Before Death para uma conversa centrada no percurso da banda e no novo álbum Resistance, editado a 20 de fevereiro de 2026. Será uma oportunidade para revisitar a história desta banda portuguesa de Groove Metal, nascida em Lisboa, e perceber como a banda chegou a esta nova fase.
Onde ouvir e ver a emissão em direto
- Stream em direto aqui no site.
- Ver no Twitch ou na Live no TikTok.
- Ouvir no site da All Stars Radio ou na App All Stars Radio.
- A entrevista será também transmitida em vídeo no Facebook do Força Bruta por volta das 21:30.
Sobre os Last Piss Before Death, banda de Groove Metal
Os Last Piss Before Death nasceram da vontade de Edgar Alves e Pedro Lourenço formarem uma banda voltada para uma linguagem assente no Metal mais pesado. A ideia começou a ganhar forma em 2019, depois de um primeiro impulso anterior entre os dois, e o arranque prático aconteceu com os primeiros ensaios em março de 2019, já com Eduardo Caturra no baixo. A formação ficou completa em junho de 2019, com a entrada de João Gama para a bateria.
Desde o início, a identidade da banda foi construída de forma coletiva. Em vez de trabalhar sobre estruturas fechadas ou composições trazidas já terminadas, os temas foram nascendo em ensaio, moldados pelo confronto direto entre ideias, energia e instinto. Esse processo ajudou a fixar uma assinatura própria, assente no Groove Metal, mas sem fechar a porta a outras tensões sonoras vindas do Thrash Metal, do Death Metal e de uma abordagem mais crua e espontânea.
Os primeiros passos e a construção da estreia
O arranque da banda coincidiu com um período particularmente difícil para a música ao vivo. Ainda assim, os Last Piss Before Death mantiveram-se ativos, continuaram a ensaiar sempre que possível e usaram esse tempo para consolidar repertório e definir melhor o seu som. Foi nesse contexto que surgiram os primeiros lançamentos, começando por Devil's Road, editado em 2020.
Mais do que um simples cartão de visita, Devil's Road abriu a porta ao universo da banda numa altura em que o contexto da cultura ao vivo estava fortemente condicionado. O tema ficou associado a esse ambiente de bloqueio e inquietação, ao mesmo tempo que afirmava uma frente mais agressiva e visual dos Last Piss Before Death. A personagem usada em palco por Edgar Alves, ligada a este período, viria também a reforçar a dimensão performativa da banda em concerto.
Em 2021, a banda lançou Tear Down the Walls, um tema centrado na ideia de união e no fim das barreiras entre pessoas. A canção prolongou o trabalho iniciado com o primeiro single e ajudou a mostrar que a banda não se limitava a uma descarga de energia, trazendo também uma componente de intervenção e de mensagem que continuaria a atravessar a sua escrita.
O primeiro álbum e a afirmação em 2022
O passo seguinte foi o primeiro longa-duração, Last Piss Before Death, editado em 2022 pela Raging Planet Records. O disco, também referido pela sigla LPBD, reuniu o trabalho de composição e gravação feito desde os primeiros tempos da banda e fixou a sua estreia discográfica com 11 temas.
Esse primeiro álbum nasceu com uma forte sensação de urgência. A própria banda descreveu-o como um trabalho muito ligado ao imediato, à descarga direta e à necessidade de transformar em música a tensão dos tempos que atravessava. O resultado foi um registo de grande impacto, com riffs diretos, peso, energia e uma base claramente enraizada no Groove Metal, ainda que já então houvesse espaço para diferentes andamentos e ambientes.
Ao vivo, esse material revelou-se decisivo para a afirmação dos Last Piss Before Death. A banda apresentou-se como uma formação que vive intensamente o palco, com uma relação muito física com o público e uma forte preocupação em fazer do concerto uma experiência de energia partilhada. Essa ligação à atuação ao vivo tornou-se um dos pilares do seu crescimento.
Entre a estrada e a continuidade do trabalho
Depois da edição do álbum de estreia, os Last Piss Before Death continuaram a tocar e a desenvolver repertório novo. Ao longo desse percurso, a banda foi insistindo numa ideia de consistência, de trabalho continuado e de crescimento sustentado, sempre sem perder a noção do esforço necessário para manter um projeto ativo dentro de um nicho como o Metal.
Ao mesmo tempo, a banda foi consolidando uma forma de funcionamento muito própria. Pedro Lourenço assumiu um papel central em várias frentes, da guitarra à produção, passando pela masterização e pelo trabalho em vídeo, enquanto Edgar Alves se afirmou como principal letrista e voz de uma escrita cada vez mais trabalhada. Essa articulação ajudou os Last Piss Before Death a manter uma forte autonomia na construção do seu percurso.
Reset e a transição para uma nova fase
Em 2024, a banda lançou o single Reset, uma peça importante na passagem entre a estreia e o segundo álbum. O tema acentuou a vertente de comentário social dos Last Piss Before Death, apontando ao excesso de ódio, à agressividade quotidiana e à distorção provocada por uma sociedade cada vez mais tomada por conflito, julgamento constante e saturação.
Reset funcionou como um ponto de viragem. Sem abandonar a base de Groove Metal que define a banda, o tema mostrou uma vontade clara de alargar o campo sonoro e de afinar a escrita para uma abordagem mais consciente do presente. Foi também a primeira grande pista de que o material seguinte não seria apenas uma repetição da fórmula do primeiro disco.
Resistance, o segundo álbum
Essa nova etapa ganhou forma com Resistance, editado a 20 de fevereiro de 2026, novamente pela Raging Planet Records. O disco tem 10 temas e representa um avanço claro na evolução dos Last Piss Before Death, tanto na composição como no modo de trabalhar a mensagem e os ambientes de cada canção.
Capa do álbum Resistance, dos Last Piss Before Death.
O próprio título resume bem o conceito do álbum. Resistance nasce da ideia de resistir, não desistir perante tempos maus, enfrentar perdas, depressão, desgaste e adversidade, e ainda assim continuar. Essa base conceptual atravessa o disco e dá-lhe uma unidade forte, sem o tornar fechado ou linear.
Se o álbum de estreia surgia mais ligado ao impulso imediato, Resistance aparece como um registo mais pensado, mais exigente e mais denso. A escrita de Edgar Alves foi descrita pela própria banda como particularmente difícil neste processo, precisamente porque pedia mais do que descarga. Pedia intenção, detalhe, nuance e a procura de uma linguagem capaz de falar de dor, perda, amor, problemas psicológicos e resistência sem cair apenas na reação instantânea.
Musicalmente, o disco confirma a base de Groove Metal dos Last Piss Before Death, mas expande-a. Ao longo do alinhamento, há sinais mais claros de Thrash Metal, Death Metal, momentos mais atmosféricos, apontamentos progressivos e contrastes que tornam o conjunto mais amplo do que a estreia. A banda mantém a agressividade, mas já não depende apenas dela para construir identidade.
Essa abertura sente-se em vários temas. Echoes surge como um momento importante dessa nova amplitude, trazendo outra respiração e outra dimensão emocional. Cry aprofunda uma vertente mais ligada à depressão e à fragilidade psicológica. Madman aponta diretamente a figuras destrutivas e à violência que marca o presente. Bells foi destacado pela própria construção atmosférica e pelo trabalho entre melodia, baixo e bateria. Já Driving mostra como a banda consegue desacelerar sem perder tensão nem identidade.
Também Voices, que abre o disco, ajuda a definir o tom geral desta fase. A par de uma vontade clara de continuar a criar música pesada, a banda mostra aqui um discurso mais maduro, mais amplo e mais atento ao impacto humano daquilo que escreve. É esse equilíbrio entre peso e intenção que acaba por distinguir Resistance dentro do catálogo dos Last Piss Before Death.
Formação atual
Em 2026, os Last Piss Before Death apresentam-se com a mesma formação que consolidou o percurso da banda desde os primeiros tempos: Edgar Alves na voz, Pedro Lourenço na guitarra, Eduardo Caturra no baixo e João Gama na bateria. Essa estabilidade foi importante para o desenvolvimento de uma linguagem mais coesa e para a passagem entre o impacto da estreia e a ambição mais trabalhada de Resistance.
O que leva a banda à emissão do Força Bruta
A presença dos Last Piss Before Death nesta edição do Força Bruta chega num momento particularmente relevante. A banda tem agora um segundo álbum cá fora, um repertório mais sólido, uma identidade mais definida e uma visão mais ampla sobre aquilo que quer dizer e fazer. Ao mesmo tempo, mantém intacta a relação direta com o palco, com o público e com a ideia de que o Metal continua a ser um espaço de intensidade, entrega e comunhão.
Na emissão de 20 de março, a conversa vai passar por esse trajeto completo: da formação em 2019 ao lançamento do primeiro disco em 2022, da transição marcada por Reset ao salto criativo de Resistance. Para quem já acompanha a banda, será uma oportunidade para perceber melhor o caminho feito. Para quem a vai descobrir agora, será o momento certo para entrar no universo dos Last Piss Before Death.
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