Living Tales no Força Bruta
61ª Edição do Força Bruta
Atualização
Já está disponível a entrevista com os Living Tales no site do Força Bruta e no YouTube. Podes escutar a emissão completa no podcast do Força Bruta de 6 de março de 2026.
Sexta-feira, 6 de março, a partir das 20:00, há três horas de metal em direto na All Stars Radio. Nesta edição recebemos os Living Tales, banda de metal progressivo e sinfónico do Porto, para uma conversa em direto sobre os 18 anos de história do grupo, a evolução do seu som e o álbum Hades.
Como ouvir e ver o Força Bruta em direto
O Força Bruta entra em direto, esta sexta-feira, dia 6 de março, às 20:00, com a nossa seleção habitual de música pesada recente e durante a emissão, abrimos espaço para a entrevista com os Living Tales.
Tens várias opções para acompanhar a emissão em direto
- Stream em direto aqui no site.
- Ver no Twitch ou na Live no TikTok.
- Ouvir no site da All Stars Radio ou na App All Stars Radio.
- A entrevista será também transmitida em vídeo no Facebook do Força Bruta por volta das 21:30.
Sobre os Living Tales, banda de Metal Progressivo e Sinfónico
Os Living Tales são uma banda portuguesa de metal progressivo e sinfónico, formada em 2007 no Porto, liderada pelo guitarrista Luís Oliveira e pelo baterista Pedro Barbosa. Desde o início, o projeto estabeleceu um princípio fundamental: prioridade absoluta à composição original. A busca por um som que fundisse a complexidade do metal progressivo com a grandiosidade das orquestrações sinfónicas levou à formação inicial completada pelo baixista Cristiano Ferreira, pelo teclista Paulo Oliveira e pela vocalista Filipa Coelho.
Discografia e primeiros anos
Entre 2008 e 2012, os Living Tales consolidaram a sua presença nos palcos nacionais. Em 2012, lançaram o álbum de estreia "Delusional Mind", do qual saiu o single "Madness". Este trabalho marcou a oficialização do projeto, fruto de um concurso de bandas cujo prémio permitiu financiar a gravação. O período seguinte foi marcado por desafios de saúde que afetaram vários membros, incluindo nove meses em que Paulo Oliveira não pôde tocar, e pela crescente pressão sobre Filipa Coelho, então a estudar canto clássico. A incompatibilidade entre esse percurso e as exigências do metal acabou por pesar, levando à sua saída em 2015 por motivos profissionais.
Mudanças na formação e consolidação
A entrada da italiana Silvia Bellora em 2016 injetou nova energia, mas as mudanças continuaram: em 2017, Cristiano Ferreira deixou a banda, sendo substituído por João Carneiro no baixo. Em 2018, Paulo Oliveira também se despediu após uma década de contribuição fundamental. A banda reagiu recrutando Ricardo Carvalho na guitarra rítmica e Paulo Silva nos teclados. A maior reviravolta surgiu em 2019: Pedro Barbosa, baterista fundador, deixou a banda após 11 anos. Ricardo Carvalho assumiu então a bateria, consolidando a formação que gravaria o segundo álbum.
"Mirror" (2020) e a pandemia
Em março de 2020, os Living Tales lançaram "Mirror". A pandemia de COVID-19 estalou imediatamente após o lançamento, cancelando a apresentação ao vivo. A banda adaptou-se participando no projeto "Metalpoint Confinement Sessions". Contudo, as mudanças não pararam: Paulo Silva deixou a banda em julho de 2020 por motivos pessoais, e Silvia Bellora seguiu o mesmo caminho em março de 2021.
A entrada de Ana Isola e "Persephone" (2022)
Em abril de 2021, Ana Isola juntou-se aos Living Tales como vocalista principal. A brasileira, residente em Portugal, trouxe experiência de bandas anteriores no Brasil e no projeto português Gurilla. A sua entrada coincidiu com o início da composição do terceiro álbum, "Persephone", lançado em 2022 pela Ethereal Sound Works. Este período representou uma redefinição estratégica: sem teclista permanente, os Living Tales optaram por uma formação enxuta de quatro elementos, com Luís Oliveira a assumir a totalidade das orquestrações. O álbum marcou um ponto de viragem, com a banda a sentir que tinha encontrado uma assinatura mais vincada, afastando-se de comparações directas com outras referências do género.
"Hades" (2025): álbum, conceito e produção
A promoção de "Persephone" incluiu o single "Reign" e um período muito activo de concertos, com passagem pelo Hard Club (Porto), RCA Club, Vortex Metal Festival e diversas datas em Espanha, incluindo o Pub Transylvania em Vigo. Esse ritmo impulsionou a criação do sucessor conceptual, "Hades", lançado em 3 de abril de 2025. O disco continua a narrativa mitológica iniciada em "Persephone", explorando temas da pandemia através de uma alegoria grega onde Persephone representa o vírus, Teseu a vacina/humanidade, e Hades o subconsciente humano.
Capa do álbum "Hades", dos Living Tales
Musicalmente, "Hades" apresenta quase 70 instrumentos de orquestra cuidadosamente programados por Luís Oliveira, com destaque para as contribuições vocais de Ricardo Carvalho e Luís em backing vocals. A produção foi um exercício de independência artística: a banda optou por lançar o álbum de forma independente, recorrendo a Bruno Silva (Renome Estúdio) para mistura e Alex Krull (Mastersound Entertainment) para masterização. O resultado é um trabalho que a própria banda considera estar "98% do que idealizavam".
Formação atual dos Living Tales
A formação atual estabilizou em quarteto: Luís Oliveira (guitarras, orquestrações, backing vocals), João Carneiro (baixo), Ricardo Carvalho (bateria, backing vocals) e Ana Isola (vocal principal). Com 18 anos de existência, quatro álbuns de estúdio e uma formação finalmente estável, os Living Tales encontram-se num momento de máxima criatividade e ambição. A banda definiu como objectivo levar a sua música "aos quatro cantos do mundo", já contando com audiência no Japão, Argentina, Canadá e por toda a Europa.
Apoia o Força Bruta
Queres apoiar o projeto e estar mais perto do que fazemos? Junta-te à comunidade e torna-te Bruto.
Partilha esta página!
Voltar à página inicial, explorar o podcast, as entrevistas ou o indice dos programas.
