Mass Disorder no Força Bruta: Banda de Thrash Metal de Almada
70ª Edição do Força Bruta

Atualização
Já está disponível a entrevista com os Mass Disorder no site do Força Bruta, no YouTube e no Spotify. Podes escutar a emissão completa no podcast do Força Bruta de 29 de maio de 2026.
Os Mass Disorder são uma banda de thrash metal de Almada, formada em 2013 e construída sobre uma ideia clara: transformar a desordem social, a violência, a ganância, a hipocrisia e a tensão do quotidiano em música agressiva, veloz e marcada por energia de palco.
Na emissão do Força Bruta de 29 de maio de 2026, em direto a partir das 20:00, os Mass Disorder passam pelo programa para uma conversa centrada na história da banda, na evolução desde o EP "The Way to Our End" até "Conflagration" e "Hupokrisis", na entrada de Sandro Martins na voz e na fase atual do coletivo.
Sobre os Mass Disorder, banda de thrash metal
Os Mass Disorder surgiram em 2013, em Almada, a partir das cinzas de outros projetos de metal. O ponto de partida envolveu músicos que já vinham de experiências anteriores, incluindo a ligação aos New Born Chaos e uma mudança de nome que acompanhou também uma mudança de sonoridade e de ambição.
Desde o início, a banda assumiu uma identidade ligada ao thrash metal, mas sem fechar a porta a elementos mais agressivos, melódicos e mais tarde, a marcas de death metal. O nome Mass Disorder traduz a visão que a banda foi consolidando: um mundo em permanente desordem, atravessado por corrupção, violência, medo, injustiça, ganância e manipulação.
Das origens em Almada ao primeiro EP dos Mass Disorder
Capa do EP "The Way to Our End", editado em 2014.
O primeiro registo da banda chegou em 2014 com o EP "The Way to Our End", editado de forma independente. Este lançamento colocou os Mass Disorder no circuito underground nacional e apresentou uma leitura ampla sobre o caminho da humanidade para a sua própria destruição.
Com temas como "The Way to Our End", "Powerdrill", "Dead Man Walking", "Kingdom of Submission" e "Human Trash", o EP funcionou como uma primeira declaração de intenções. Mais do que uma simples apresentação, mostrou uma banda interessada em cruzar peso, velocidade e discurso social, procurando uma identidade própria dentro do metal feito em Portugal.
Nos anos seguintes, os Mass Disorder enfrentaram mudanças internas e períodos de pausa ligados à composição e à reorganização da formação. Esse tempo acabou por ser decisivo para amadurecer a escrita, reforçar a exigência e preparar o salto para o primeiro álbum.
"Conflagration" e a afirmação dos Mass Disorder
Em 2018, os Mass Disorder editaram "Conflagration", o primeiro longa duração, lançado pela Ethereal Sound Works. O disco surgiu após um processo difícil, marcado por alterações de formação, mas afirmou uma banda mais madura, mais focada e com maior domínio da sua linguagem.
Capa de Conflagration, o 1º longa duração dos Mass Disorder.
Em relação ao EP de estreia, "Conflagration" trouxe composições mais trabalhadas, mais velocidade, maior atenção às harmonias e uma narrativa temática mais concreta. Se "The Way to Our End" olhava para a destruição humana de forma geral, "Conflagration" aproximou o foco de temas específicos que alimentam essa queda.
O álbum inclui temas como "Arson", "Rats", "Modus Operandi", "Death Vow", "Violence", "Vicious Circle", "Premonition" e "Illegal Ambition". "Rats" destacou-se como single de avanço, com uma abordagem direta à falsidade e à traição. "Vicious Circle" envolve numa história de dependência e falta de saída, enquanto "Violence" partiu da exposição diária à brutalidade e ao medo.
A construção do disco revelou também uma banda empenhada em controlar o seu próprio percurso. "Conflagration" foi escrito e produzido pelos Mass Disorder, com gravações ligadas à Raising Legends, em Sintra e com baterias regravadas por João Dourado nos Golden Jack, depois da saída do baterista Paulo.
Mudanças de formação e uma nova voz
Ao longo do percurso, os Mass Disorder passaram por várias alterações de formação, uma realidade que a própria banda sempre encarou como parte do crescimento no underground. A mudança mais marcante chegou em 2023, com a saída de Bruno Evangelista, vocalista, membro fundador e uma das forças centrais da primeira década da banda.
Essa saída abriu um novo capítulo. Após audições para novo vocalista, os Mass Disorder anunciaram Sandro Martins como a nova voz da banda. A entrada de Sandro trouxe energia renovada e permitiu avançar para uma fase em que a banda se apresentou mais coesa, mais produtiva e pronta para voltar aos lançamentos.
O regresso aos palcos com esta formação consolidou a nova etapa. Em 2023, os Mass Disorder tocaram em Almada na passagem da tour "Echoes Over Europe" de Crypta, numa noite esgotada na Cine Incrível, e regressaram também ao RCA Club, em Lisboa, no concerto com Master e Sisters of Suffocation.
"Hupokrisis" e a fase atual dos Mass Disorder
Em 2024, os Mass Disorder editaram o EP "Hupokrisis", lançado de forma independente. O título parte da etimologia da palavra hipocrisia e sintetiza o conceito lírico dos quatro temas: uma leitura crítica da sociedade, dos seus mecanismos de contradição e da forma como a hipocrisia atravessa comportamentos individuais e coletivos.
Capa do EP "Hupokrisis" dos Mass Disorder editado em 2024.
O EP inclui "Sem Ossos", "Burning Seasons", "Prophets of Hypocrisy" e "The Blessing". Musicalmente, "Hupokrisis" reforça aquilo que a banda identifica como parte da sua matriz: velocidade, agressividade, melodia, apontamentos mais sombrios e uma componente técnica mais evidente.
"Sem Ossos" marcou um momento importante por ser o primeiro tema dos Mass Disorder cantado em português. A decisão já era um objetivo antigo e acabou por se ligar de forma natural à entrada de Sandro Martins, cuja interpretação ajudou a definir a nova identidade vocal da banda.
Mais do que um regresso isolado, "Hupokrisis" foi apresentado como ponto de partida para um novo álbum. Depois de anos de mudanças e silêncio discográfico, o EP mostrou uma banda novamente ativa, com discurso consolidado e vontade de aumentar a produtividade.
Formação atual dos Mass Disorder
A formação atual dos Mass Disorder junta Sandro Martins na voz, Nelson Carmo e Valter Aguiar nas guitarras, André Gomes no baixo e Pedro Santana na bateria. Esta fase mantém a ligação ao thrash metal, mas sublinha também a evolução natural da banda desde 2013 até ao presente.
Em palco, os Mass Disorder continuam ligados ao circuito nacional de metal. Nos últimos anos, passaram por salas e eventos como RCA Club, Cine Incrível, Stereogun e Slax Metal Fest, partilhando cartaz com bandas nacionais e internacionais. Em 2026, a banda anunciou também presença nas Festas de Corroios, a 26 de agosto, na companhia de Revolution Within.
A presença dos Mass Disorder no Força Bruta em direto surge, por isso, num momento em que a banda olha para trás com mais de uma década de percurso, mas também para a frente com uma formação renovada, novos temas e uma identidade assente na crítica social, na intensidade e na persistência do metal underground português.
Onde ouvir e ver o Força Bruta em direto
6ª feira, das 20h às 23h
- Live stream aqui no site.
- Acompanhar no Twitch ou na Live no TikTok.
- Ouvir no site da All Stars Radio ou na App All Stars Radio.
- As entrevistas são também transmitidas em vídeo no Facebook do Força Bruta por volta das 21:30.
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