Morto: death metal grindcore de Braga no Força Bruta
74ª Edição do Força Bruta

Os Morto são uma banda portuguesa de death metal/grindcore nascida em Braga, formada por Jordi Lopes na bateria e Tiago Silva nas guitarras e voz, com uma abordagem direta, crua e assente em riffs violentos, blast beats e imaginário gore.
No dia 26 de junho de 2026, a partir das 20:00, os Morto passam pelo Força Bruta em direto para uma conversa centrada na origem da banda, no funcionamento em duo, na evolução entre "Morto", "Morto Vivo" e "Tales From The Crypt" e na fase atual de uma das propostas mais abrasivas do underground extremo nacional.
Sobre os Morto, banda de death metal/grindcore
Os Morto trabalham no ponto de colisão entre death metal e grindcore, com uma escrita feita para soar imediata, pesada e sem ornamento desnecessário. A formação reduzida a dois elementos não é uma limitação no percurso da banda, mas uma parte central da sua forma de criar, ensaiar e levar a música para palco.
Jordi Lopes assume a bateria e Tiago Silva concentra guitarras e voz. A dinâmica entre ambos nasce da experiência acumulada noutras bandas e de uma comunicação direta, onde as ideias passam rapidamente dos riffs para a bateria e daí para a estrutura final dos temas.
O universo dos Morto vive de zombies, filmes de terror, clichés gore, death metal old school e grindcore sem filtros. Essa linguagem aparece desde os primeiros registos e acompanha a banda até à fase atual, sempre com uma escrita curta, frontal e feita para impacto imediato.
A origem dos Morto em Braga
Antes de se afirmar como banda, Morto começou como um registo musical. Tiago Silva criou os primeiros riffs e chamou Jordi Lopes para gravar as baterias, dando forma a uma ideia que nasceu de maneira espontânea, mas que rapidamente mostrou caminho para mais do que uma experiência isolada.
O processo de composição manteve essa lógica simples. Primeiro surgem os riffs, depois a bateria dá corpo às estruturas e em ensaio, a dupla ajusta as músicas, as letras e os detalhes finais. A prioridade está na energia, no peso e na capacidade de cada tema dizer tudo em pouco tempo.
O facto de os Morto funcionarem como duo também tornou o processo mais ágil. A composição, a organização e a passagem para palco dependem de duas pessoas, o que permite à banda preservar uma linguagem direta e uma forma de trabalho sem excesso de camadas.
O EP "Morto" e os primeiros passos da banda
EP Morto
A estreia discográfica chega em 2021 com o EP "Morto", lançado a 6 de dezembro. O registo reúne cinco faixas: "Fucked Up Ideologies", "Scorpion Zombies", "Desease", "World Apocalypse" e "Cyber Mutilation". Em cerca de dez minutos, a banda apresenta uma primeira descarga de death metal/grindcore feita de velocidade, ruído e agressividade concentrada.
Esse EP já define muito do que viria a caracterizar os Morto: temas curtos, riffs cortantes, bateria intensa e uma estética ligada ao terror e ao caos. "Cyber Mutilation" ganhou também videoclip, ajudando a fixar visualmente o primeiro capítulo da banda.
As baterias foram gravadas no Galéxia por Morto, enquanto guitarras, baixo e voz foram registados por João Afonso no LOW LEVEL project. A mistura e masterização ficaram também a cargo de João Afonso, num primeiro registo que estabeleceu a base sonora para a etapa seguinte.
"Morto Vivo": o primeiro grande marco dos Morto
EP Morto Vido
Em 2023, os Morto editam "Morto Vivo" pela Larvae Records. O lançamento junta material gravado em dois momentos diferentes: "Morto", de 2020 e "Vivo", de 2022. O resultado reúne doze temas em menos de vinte minutos, mantendo a urgência do primeiro EP e acrescentando nova matéria ao repertório da banda.
Entre as faixas de "Morto Vivo" estão "Vortex of Misery", "Killed by the Riff", "Void of Tormentor", "Nuclear Brain", "Axe in the Head", "Lost Souls" e "Amnesia". Mais do que aumentar o alinhamento, este lançamento deu aos Morto um primeiro corpo discográfico mais completo e uma presença mais firme no circuito extremo.
A ligação ao horror continua a atravessar o disco. Zombies, filmes de terror e clichés gore surgem como parte natural da linguagem da banda, sem transformar o lançamento num álbum conceptual fechado. A capa foi pensada como cenário de filme de terror, reforçando essa ligação visual ao universo dos Morto.
Os Morto em palco
A atividade em palco tornou-se uma parte importante do crescimento dos Morto. A banda passou por salas, festivais e eventos como RCA Club, Metalpoint, Liturgia do Caos, Mercado Negro, Barracuda, Bourbon Room, Laurus Nobilis Music Fest, Vagos Metal Fest, Inferno das Febras, Mosher Fest e Metal Infestus.

Essa presença em concertos mostrou que o formato reduzido consegue ocupar espaço com força própria. Sem depender de uma formação tradicional, os Morto apostam na pressão da bateria, na violência dos riffs e numa entrega direta que transforma cada atuação numa descarga compacta.
"Killed by the Riff" ganhou um papel especial nesse contexto, sendo apontada pela banda como tema de abertura nos concertos. A escolha faz sentido dentro da lógica dos Morto: entrar sem rodeios, com uma música curta, agressiva e feita para marcar o tom desde o primeiro minuto.
"Tales From The Crypt" e a fase atual dos Morto
Album Tales From The Crypt dos Morto
Em 2026, os Morto avançam para uma nova fase com "Tales From The Crypt", editado pela Larvae Records. O álbum chega cerca de três anos depois de "Morto Vivo" e amplia a escala da banda, reunindo vinte e seis faixas em cerca de trinta minutos.
O disco mantém a matriz death metal/grindcore, mas apresenta uma produção mais pesada e uma escrita que alterna entre explosões rápidas e momentos mais densos. A base continua a ser old school, crua e direta, sem afastar os Morto da linguagem que os definiu desde o início.
A preparação de "Tales From The Crypt" passou pela apresentação da capa, com artwork de Tiago Silva e por temas como "Twisted Sculpture", "Spore Slaughter" e "Demons In Flames". O videoclip de "Demons In Flames" contou com edição de Cirro e surgiu já como parte desta etapa de 2026.
Nas gravações do álbum, as baterias foram registadas no Galéxia por Morto, as guitarras e o baixo foram gravados no Galéxia por Gonçalo Duarte e as vozes ficaram a cargo de João Afonso no LOW LEVEL project. João Afonso assinou também a mistura e masterização, mantendo uma ligação técnica que acompanha a banda desde os primeiros registos.
Porque os Morto estão no Força Bruta
A presença dos Morto no Força Bruta enquadra uma história que liga criação espontânea, disciplina de duo, death metal, grindcore e uma relação forte com o underground. A banda chega à emissão em direto com um percurso já marcado por edições relevantes, concertos e uma nova fase discográfica aberta por "Tales From The Crypt".
O interesse da conversa está precisamente nesse caminho. Dos primeiros riffs ao álbum de 2026, os Morto mantiveram a ideia no sítio certo: músicas curtas, peso a sério e nada de perder tempo pelo caminho.
Onde ouvir e ver o Força Bruta em direto
6ª feira, das 20h às 23h
- Live stream aqui no site.
- Acompanhar no Twitch ou na Live no TikTok.
- Ouvir no site da All Stars Radio ou na App All Stars Radio.
- A entrevista com os Morto será também transmitida em vídeo no Facebook do Força Bruta por volta das 20:30.
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